
É possível reverter a morte dos rios urbanos?
08 de março, 2016
O caso do Rio Cheong Gye Cheon em Seul, Coreia do Sul * Por Prof. Mauri Cesar Barbosa Pereira
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A história da formação das cidades está diretamente relacionada aos rios, necessários até hoje para o fornecimento de água e desenvolvimento de quase todas as atividades humanas. Ao longo do tempo, com o crescimento e urbanização das cidades, muito pouco, ou mesmo nenhum cuidado foi despendido aos rios urbanos, tornando-os progressivamente locais de despejo de todo tipo de resíduos e efluentes.
Atualmente, 85 % da população brasileira residem em áreas urbanas, e destas, 50% em centros urbanos com mais de um milhão de habitantes. A ausência de uma política consistente de saneamento básico é ainda agravada pela crescente demanda de serviços nos centros urbanos, sobretudo de coleta e tratamento de esgoto, resultando na morte dos cursos hídricos nas cidades. Atualmente, 61,7% da população urbana do País têm acesso à coleta de esgoto, porém, somente metade desse índice (29%) passa por tratamento e, em muitos casos de forma ineficiente. Dados desanimadores para um país considerado como a sétima economia do planeta.
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